| Sabemos que o jovem almeja sua inserção no mercado de trabalho e que, na maioria das vezes, isso não é uma tarefa fácil. A inclusão no âmbito profissional proporciona aprendizado, cidadania, autoconfiança e, principalmente, responsabilidade profissional e pessoal. Especialmente para jovens em situação mais vulnerável, a necessidade de políticas públicas voltadas à capacitação para o mercado de trabalho se torna cada vez mais indispensável. Uma pesquisa realizada antes da pandemia da Covid-19 sobre Juventude e Trabalho feita pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Social comprova esse cenário. O estudo revelou que entre 2014 e 2019, jovens brasileiros de 15 a 29 anos perderam 14% da renda proveniente do trabalho. Entre os jovens mais pobres, esse percentual chegou a 24% e, entre analfabetos, 51%. Com foco na transformação dessa realidade e na construção de uma cultura de inclusão, a atual gestão de Itapetininga, em uma ampla parceria e articulação com representantes do Poder Judiciário, organizações da sociedade civil e iniciativa privada, implementou as “Oficinas de Preparo para o Trabalho”, um programa multidisciplinar inédito na região que após nove anos de elaboração, teve sua abertura oficial realizada nesta quarta-feira (08) e deve se estender até esta quinta (09). A iniciativa vem de encontro ao panorama de franca expansão econômica do município. A cidade, nos últimos cinco anos, se transformou em um polo econômico regional, atraindo a atenção de grandes investidores, concentrando uma série de empreendimentos e gerando milhares de novas vagas de trabalho, com aumento de 608% na geração de emprego, colocando-a na 12ª posição do estado de São Paulo e 88ª no Brasil, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A ação tem como objetivo capacitar aproximadamente 170 adolescentes e jovens do município de 14 a 24 anos para que possam se inserir no Programa Jovem Aprendiz. As oficinas são realizadas no Auditório do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) com a duração de seis horas. Os participantes devem estar estudando ou já ter concluído o Ensino Médio, segundo determina a Lei da Aprendizagem que regula a contratação de aprendizes. A proposta é fortalecer a rede de proteção social e facilitar a inclusão dos adolescentes e jovens no mercado de trabalho, reduzindo sua vulnerabilidade às diversas formas de trabalho infantil e exploração, como por exemplo, no tráfico de drogas, contribuindo para a transformação social por meio da oportunidade e do acesso aos direitos fundamentais, além de ser uma importante ferramenta no combate ao trabalho infantil. As atividades fazem parte de um Projeto Permanente de Inclusão de Adolescentes nos Programas de Aprendizagem – (PIPA) que foi iniciado pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social – (CREAS), por meio do Serviço de Medidas Socioeducativas e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). A abertura oficial do programa contou com as presenças do Procurador do Ministério do Trabalho de Sorocaba, Dr. Gustavo Rizzo Ricardo; do Juiz da Vara da Infância e Juventude, Dr. Alessandro Viana Vieira de Paula; do Promotor da Infância e Juventude, Dr. Leandro Conte De Benedicto, além de diversos representantes da iniciativa privada, de organizações da sociedade civil que desenvolvem programas de aprendizagem; das pastas municipais de Promoção Social, Trabalho e Desenvolvimento e Administração e Planejamento entre outros convidados. “Esse projeto é de suma importância para o município de Itapetininga, uma vez que a aprendizagem profissional, além de garantir uma remuneração aos jovens de baixa renda e que enfrentam situação de vulnerabilidade, também assegura uma proteção no sentido de evitar casos de trabalho precoce em condições irregulares, uma vez que o jovem recebe todas as garantias trabalhistas, como registro em carteira de trabalho, jornada reduzida e supervisão profissional. O beneficiário da aprendizagem ainda é capacitado para exercer uma atividade de forma técnica, o que assegura a entrada qualificada no mercado de trabalho”, explicou Rizzo Ricardo. Em agenda oficial em Brasília, a prefeita de Itapetininga Simone Marquetto destacou a integração dos poderes Executivo e Judiciário e a união de diversos segmentos da sociedade na adesão ao Programa de Oficinas para Preparo para o Trabalho. “Quando a cidade cresce, o mercado de trabalho cresce e a necessidade de qualificação e capacitação crescem ainda mais. Dar a primeira oportunidade ao jovem garante bem mais que uma colocação no mercado. Traz independência, crescimento e, principalmente, cidadania. Agradeço a parceria do Judiciário, dos empresários e das organizações que entenderam que este trabalho abre as portas para um futuro de ótimas perspectivas a esses jovens”, concluiu a Chefe do Executivo. |
A Prefeitura de Itapetininga, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, segue com os trabalhos de manutenção e melhoria das...
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