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Jornal Cidade Itapetininga
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Delegado da PF, Eduardo Fontes, fala sobre a carreira, as investigações e sua vida em Itapetininga

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Aos 47 anos, o delegado federal itapetiningano, Eduardo Fontes, que trabalhou em casos de repercussão nacional, como o assassinato do indigenista Bruno Pereira e o jornalista Don Phillips, concedeu uma entrevista exclusiva para o Jornal Cidade Itapetininga. “Sou Eduardo Alexandre Fontes. Sou daqui de Itapetininga. Nascido aqui. Passei toda minha infância aqui e adolescência também. Me formei aqui, onde morei praticamente até os 20 anos de idade. Depois eu fui a São Paulo estudar e fazer cursinho; já havia decidido no final da faculdade que queria prestar concursos públicos então fui para São Paulo e já estou há quase 20 anos como delegado federal. Não resido em Itapetininga, mas minha família é quase toda aqui e também da minha esposa. É uma cidade que eu tenho muito carinho, muito apreço. Meu filho também nasceu aqui, então nossas raízes estão aqui”, afirma.

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Aprovado no concurso de Procurador do Estado de São Paulo e Delegado de Polícia Civil no Paraná, mas optou pela carreira de Delegado Federal e tomou posse em 2003 em Boa Vista-RR. Durante a carreira teve passagens por Sorocaba, Campinas, São Paulo, Aeroporto de Guarulhos e Manaus, onde exerceu recentemente a função de Superintendente da Polícia Federal do Amazonas. Foi um dos coordenadores da Polícia Federal na segurança dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Está há 20 anos na Polícia Federal e conduziu várias operações, destacando-se: Operação Déja Vu, que desarticulou uma organização criminosa que fraudava os Correios. Também atuou na Operação Resgate, que desmantelou uma organização criminosa peruana dedicada ao tráfico de drogas transnacional e que em uma de suas ações vitimou dois policiais federais durante um confronto armado ocorrido na calha do Rio Solimões. Ele também participou da Operação Homônimo, que desarticulou duas organizações criminosas que atuavam em quatro estados do país contrabandeando cigarros do Paraguai.

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O maior desafio da carreira foi a coordenação da investigação do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, principalmente em virtude da repercussão internacional do caso e do local inóspito em que os crimes foram praticados. A Polícia Federal comandou a investigação e conseguiu elucidar rapidamente os delitos que, infelizmente, culminaram com a morte de ambos. “O caso Dom e Bruno foi, sem dúvida, o maior desafio profissional que enfrentei na carreira até o momento. Um caso dificílimo tendo em vista a complexidade da região. O caso se deu no Vale do Javari. Em termos de extensão, é a maior reserva indígena do país, tem mais de 6 mil indígenas ali, alguns ainda vivendo em isolamento voluntário”, contou Eduardo Fontes.

Segundo ele, a região, que faz divisa com o Peru, é palco de diversos conflitos e de grupos criminosos. “É uma região bastante complexa, com logística dificílima. E nós temos ali então um assassinato que foi mundialmente falado: do indigenista Bruno e do jornalista britânico Dom Phillips. O caso ganhou uma notoriedade só pelo fato de ser no Amazônia. A Amazônia legal por si só já desperta interesse mundial em razão da biodiversidade, mas também porque havia esse jornalista e correspondente do The Guardian (jornal inglês) como sendo uma das vítimas. Nós iniciamos o caso e a região muito difícil. Nós tínhamos desde o início mais de uma centena de jornalistas estrangeiros acompanhando minuto a minuto a investigação e aí, eu posso dizer com tranquilidade, que uma parcela da imprensa acabou atrapalhando muito as investigações, porque queria dar ao caso uma conotação política inexistente, trazendo notícias que eram falsas e aí constantemente tínhamos que lançar notas à imprensa para desmentir essas informações inverídicas”, disse.

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Independência da Polícia Federal
O delegado falou também das atribuições da PF. “Na segurança pública do nosso país ela é responsável pelas investigações de organizações criminosas que se dedicam ao tráfico de drogas transnacionais, a crimes transfronteiriços e ao tráfico de armas, tráfico de pessoas e lavagem de capitais. Nós também investigamos aí a crimes ambientais de acordo com estimativas da europol. Delito ambiental é o terceiro maior delito do mundo, só perdendo para o tráfico de drogas e a pirataria de produtos”, disse. Ele afirma que “a autonomia e Independência da polícia federal são fundamentais para a gente ter uma investigação de fato imparcial”. Nascido e criado em Itapetininga. Segundo ele, “pouco importa quem é o investigado. A polícia federal investiga quem viola a lei”.

O delegado ressalta que a República possui um valor essencial: “todos são iguais perante a lei. Ninguém, absolutamente ninguém, acima da autoridade do ordenamento jurídico. A pessoa que violar a lei vai ser investigada, processada e criminalmente responsabilizada, seja um grande empresário, seja uma pessoa detentora de poder político. Não importa a classe social, não importa partido político”, declarou Fontes, acrescentando que “essa pessoa tem de ser investigada. Claro, dentro do devido processo legal, respeitando os seus direitos e garantias fundamentais”.

Fontes avalia que hoje a PF está “numa maturidade institucional que nos permite isso. As grandes operações já realizadas demonstram essa maturidade. Temos casos de ex-presidente da República e ministros presos, parlamentares sendo investigados e presos, enfim…isto demonstra que há uma atuação de fato de uma polícia é de estado, como tem que ser, e não uma polícia de governo”.

Livros
Fontes é professor de Direito Penal, Processo Penal, Legislação Penal Extravagante e Criminologia no curso Próximo Delegado. É um dos coordenadores de pós-graduação na Faculdade Atame. É autor de diversas obras jurídicas e coordenador da coleção carreiras policiais da editora Juspodivm. É professor da Academia Nacional de Polícia (ANP). Mestrando em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade Portucalense (Portugal). Especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos pelo Ministério da Justiça.

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