Para atende pacientes com Covid-19, Hospital de Campanha de Itapetininga foi montado na rua Padre Albuquerque em abril deste ano. Foto: Cidade Itapetininga.
18 SET 2020

REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MP-SP) afirmou que não encontrou irregularidades ou ilegalidades na contratação do Hospital de Campanha de Itapetininga. Segundo o promotor Dalmir Radicchi, que instaurou um inquérito após uma denúncia do vereador Milton Nery (PSB),  também não se verifica irregularidade na execução do contrato e que o serviço vem sendo executado de maneira adequada. 

Em relatório do dia 3 de junho, que o site Cidade Itapetininga teve acesso, o promotor disse ainda que a celeridade e providências tomadas pela municipalidade de Itapetininga fizeram da cidade uma das com as menores taxas de contágio e também com mais disponibilidades de leitos em toda região. 

Sobre a denúncia de indícios de “preço abaixo de mercado”, o promotor disse que: “é certo que trata-se de situação cuja a análise do que seria “preço de mercado”  se mostra quase impossível ante a especificidade do serviço, o ineditismo da situação e inexistência de parâmetros de preço ou de serviço de igual natureza e qualidade para que se possa  aferir o que seria preço de mercado”, afirma.

Estrutura é de um verdadeiro hospital, diz promotor 

Já sobre as instalações físicas do Hospital de Campanha, o promotor afirma que os documentos e fotos apresentados demonstram com segurança e certeza que não se trata de mera estrutura de rodeio, como consta na denúncia, mas sim de estrutura própria e adequada ao fim que se destina. 

Segundo ele, no local se nota a qualidade do material,  a complexidade das instalações e também a comodidade de um local montado em poucos dias e funcionando como verdadeiro hospital.  “Não é necessário qualquer conhecimento técnico ou aprofundado sobre o assunto para ter certeza de que tal alegação é inverídica quando se observa fotos reais. Trata-se de complexa estrutura montada, com todo material de suporte elétrico, hidráulico, segurança, ventilação e divisórias, e preparado para receber climatização e todos os demais aparelhos e instrumentos necessários a um hospital, tudo feito dentro de padrões e normas legais de segurança”, diz. 

O promotor também comenta sobre um áudio (gravação ambiente), anexado na denúncia, da conversa entre o proprietário da empresa que montou o Hospital de Campanha e um morador de Itapetininga.  Segundo o promotor, o áudio revela insistência e ânsia de determinados cidadãos interessados em criar situação de ilegalidade ou encontrar irregularidade para utilizá-las para fins outros que não informar ou auxiliar a sociedade e a comunidade de Itapetininga. “Em meio a tão grave crise que vem sendo enfrentada pela população, há os que não se preocupam em solucionar, em ajudar, mas somente em tirar proveito pessoal ou vantagem pessoal, não se importando com qualquer outra questão”, concluiu o promotor em relatório.  

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