A utilização de plasma convalescente para o tratamento de pacientes com Covid-19 é mais uma alternativa encontrada pelo Instituto Butantan para tentar ajudar o Brasil a lutar contra a pandemia e reduzir o número de mortes em decorrência da doença. Doado por pessoas que tiveram Covid-19 e se curaram, produzindo assim uma grande quantidade de anticorpos, o plasma funciona como uma vacina imediata. A prefeita de Itapetininga, Simone Marquetto (MDB), assinou convênio com o Instituto Butantan para que o município possa realizar esse tratamento em pacientes que estejam em estágio inicial, de até 72 horas, com Covid-19. O convênio tem coordenação técnica e gestão da médica Hemotologista, Vivian Menezes Irineu.
O tratamento, segundo o Butantan, auxilia para que o paciente não evolua para um caso grave e tenha que ir para UTI ou ser intubado. “O Instituto Butantan está de parabéns com esse avanço na medicina. Adaptamos a Policlínica com espaço apropriado ao tratamento que será feito em pacientes de Itapetininga e estamos prontos para oferecer esse tratamento aos nossos pacientes”, destacou Simone Marquetto, ao lado do vice-prefeito e secretário de Saúde, Jeferson Brun.
Segundo o Butantan, a base são os anticorpos presentes no plasma de quem já contraiu o coronavírus, que estimulam o organismo do paciente a se defender até gerar seus próprios anticorpos. O plasma convalescente é a parte líquida retirada do sangue de pessoas que já tiveram coronavírus. Contém anticorpos neutralizantes contra o Sars – COV-2. É indicado para pacientes com 60 anos ou mais e que sejam Imunossuprimidos ou com Comorbidades como diabetes. Hipertensão arterial, coronariopatia e obesidade.
Além de Itapetininga, outros 11 municípios do estado de São Paulo aderiram ao convênio Plasma Convalescente. São eles: Santos, Araraquara, Batatais, Capão Bonito, Osasco, Boituva, Matão, Itu, Taquaritinga, Indaiatuba e Laranjal Paulista.









